Respeite o tempo. Possivelmente eu mudei de opinião.

quarta-feira, maio 25, 2011

A.




CLARICE LISPECTOR

"Ouve-me, ouve o meu silêncio. O que falo nunca é o que falo e sim outra coisa. Capta essa outra coisa de que na verdade falo porque eu mesma não posso."

I no longer feel, but...

Tenho minutos de esquecimentos eternos. De repente, tenho alguma certeza de que tu não fazes mais parte de mim. A memória parece cooperar. Está tudo bem. Eu não lhe amo mais. Não sinto a tua falta. E não lhe quero de volta.
Mas, e é bem este “mas” que me quebra ao meio. O “mas”. Tem sempre um mas, um embora, um no entanto, um porque; e um maldito “talvez”. Mas este “mas”, sempre termina com as minhas certezas. Ele é quase tão poderoso quanto o ponto final; só que ele é mais perverso.
Mas embora não sinta a tua falta; e já não lhe ame durante as 25 horas de meu dia. Mas embora eu não tenha vontade de lhe ouvir a voz; e mal possa recordar o timbre. Mas embora eu esteja euforicamente feliz, disfarçadamente desapaixonada, intragavelmente despreocupada com a vida... Eu não lhe esqueço. Mas eu não lhe deixo sair de dentro de mim. Mas eu, eu ainda estou aqui com uma enorme esperança da tua volta, o teu retorno, de encontrar-te hoje ou amanhã e permanecer ao teu lado num qualquer minutinho que me conceda. Mas eu falo não e não; mas ainda te amo.
E te amo devorando cada parte que meu corpo ainda guarda inteiro e não em pedaços. E te amo definitivamente e decididamente a me entregar mais uma e outra vez e quantas vezes for preciso. E te amo como se nada no mundo importasse mais que este amor; que já parece doentio, mas que é lindo. Mas. De novo.
É lindo! Completamente e indiscutivelmente lindo. Tão lindo quanto um poema ou uma música. Tão lindo e tão lindo que podem não acreditar. Porque este amor está dentro de mim; e brota e cresce mais a cada instante. E se renova, e se concretiza, e se quebra, e termina, e recomeça e vive inteiro e forte. Ele é lindo. Lindo porque só quer lhe ver sorrir, porque é colorido e me dá vontade de viver, porque me faz acreditar em momentos melhores, porque não acaba, não tem fim, não termina; e é meu como é teu. Mas. Ainda é mais teu, e só teu; e só por ti.
Lindo porque meu coração pulsa só de escrever deste amor que guardo. Que tornou-se platônico. Que conversa com as paredes. Que dissolve em lágrimas de saudade. Que voa no tempo que passa, que passa.... O tempo que passa e já passou tanto, não é? E encontro-me aqui, nesse “mas”. O tempo passou, mas...
Mas será que um dia vai me olhar de novo? E se neste dia meu olhar não encontrar o teu? Se esta paz que me dá medo tomar-me por inteiro e levar este amor lindo... Mas se alguém pisar no meu caminho? Se eu sentir vontade de ir embora? E se estas palavras talvez não sejam mais para você...
Se a certeza do amor acabar e for tarde; e o maldito talvez lhe assombre também. Se eu não souber voltar mesmo que ainda lhe ame; e porque tenho todos os motivos. Não te esqueças. Fui tua para sempre, e tu deixaste que eu partisse.
Agora, sem “mas”. Acabou.

G.B.I.

* * *

Cita-se:

"Este é um ponto importante: ir, sobretudo, em frente."
(Caio Fernando Abreu, O Estado de São Paulo, 06/08/95)

Sou feliz; objetivos x caráter.

Menina. Escolha um caminho e eu estarei ao teu lado. Mas escolha o caminho mais longo, esqueça as facilidades. Sei que tu queres ser feliz, mas tens que entender que tu já és. Há uma grande diferença nisto. Teus objetivos são as opções de caminhos, teu caráter define o caminho que tu irás seguir; e a felicidade anda com você – no teu sorriso. Sorria! Agora! Neste momento. Vai! Sorri! Pronto. Sorriu, és feliz. És feliz, porque tu estás a respirar. Porque tens dois braços, duas pernas, uma cabeça; ou talvez enfrente alguma enfermidade, mas estás viva! Esta é a grande chance: a vida. A vida é a nossa grande oportunidade, agarre-a! A felicidade está dentro de você.
Tu queres ser uma grande advogada, então vai. Corre, luta, anda, cai, quebra-te ao meio, levanta-te, continua, recomeça. Segue teu caminho e alcança, torna-te aquilo que tu queres ser. Mas sem lamentos. Porque a felicidade é algo que nasceu com você, tu só tens que entendê-la e parar de devotá-la inteiramente em teus sonhos e nas pessoas que tu amas. A felicidade é a tua força. A tua força é poder deitar no final do dia, dormir e acordar novamente. Uma nova chance: recomece!
Menina, a felicidade é simples. Apenas respire.

Respire, respire, respire...

terça-feira, maio 17, 2011

This is Life.

P.S.: Não iria postar este texto, porque não gostei dele. Mas a @kauaniangeli disse que eu deveria.




PREPARE-SE!
A vida vem aí...


Você nasce. Simples. Fácil. E então a sua mãe está ali para tudo o que você precisar. Definitivamente, você não precisa de muitas coisas. Uma fralda, um banhinho em água morna... e a sua vida está resolvida: Cheirinho de bebê.
Os meses passam e você cresce. Dorzinha na barriga. Algumas visitas ao pediatra: sua mãe está ali. O primeiro dente... O primeiro som estranho que sai da sua boca; e a sua cara de surpresa quando o seu tio bobão tenta “roubar o seu nariz”. Logo você não precisa mais chorar; não por tudo, – e aprende a pedir. Pedir colo. Pedir mamadeira. Pedir os óculos da mulher nariguda e estranha que faz careta tentando te fazer sorrir, porque você é um bebê fofo. Pedir da mãe. Sempre a mãe.
Você aprende a engatinhar. É quase um cachorro, só que com a diferença de: ser mais gordinho, mais fofo, mais frágil e sem pêlos. Aos poucos, você vai perdendo o medo, tomando confiança: O primeiro passo. Os primeiros passos para alcançar o papai que está com cara de bobo; está todo orgulhoso do filho pequeno que vai dar cinco passos intermináveis até ele. E então ele lhe abraça forte e diz: “Já dá pra correr, hein filhão!?”.
Não demorou muito e você descobriu os desenhos animados. O mundo da fantasia. Os bonecos coloridos, os ursinhos [carinhosos, né?], o Sítio do Picapau Amarelo, Os Cavaleiros do Zodíaco, Power Rangers, Capitão Planeta, Dragon Ball Z... Você quer viver as aventuras de cada personagem que lhe encanta. Cria as histórias perfeitas dentro da sua imaginação, e ali você pode tudo... Incrível! Em nossa mente o mundo é nosso. – Quem nunca brincou de polícia e ladrão e foi o Batman, Homem-Aranha, e então James Bond 007?
Mais tarde, você começou a entender as piadinhas e a gostar de assistir The Simpsons. (Descobriu também o vídeogame: Nintendo, Playstation One, e por aí...). Apaixonou-se por Bart Simpson, depois Nelson Muntz fez seu estilo de vida; e por último, quem ganhou seu coração foi Homer Simpson. Ok! Hora do quase Junkie Lifestyle. As novas descobertas. Hora de “quebrar os tabus” sobre o que a mamãe e o papai lhe ensinaram sobre drogas, bebidas, sexo e conversar com estranhos. Hora de vestir a jaqueta de couro e se tornar o mais descolado da turma. Hora de pintar as unhas de vermelho e se tornar a mulherzinha. – Sempre com muito medo. Sempre lembrando [lá no fundo] daquilo que mamãe e papai lhe diziam. Até que um dia você esquece e começa a viver a sua própria vida. Mal’s lençóis! Tempos difíceis...
Era mais fácil quando existia alguém que dizia o que você deveria fazer ou não; que apesar de todos os erros e defeitos, eram as pessoas em quem você mais confiava e amava. Seus pais. Era mais fácil quando eles amarravam os cadarços do seu tênis, não era?
Mas foi uma escolha sua, quando tinha seus quinze anos, brigar com seus pais; porque seus amigos eram mais legais e você queria ir naquela festa. Porque agora você já era “grande” o suficiente para saber o certo e o errado; e estava preparado para a vida.
Daí você completou dezoito, saiu de casa, viu que as coisas não eram bem assim... Queria trilhar um caminho sozinho, mas dependia financeiramente de seus pais...


Faculdade... Oba! Droga. – Morar sozinho tem lá seus merecimentos para a melhor época da sua vida. Mas você sente falta do colinho da mãe, dos conselhos do pai... Sabe aquela sobremesa de domingo? Pois é. Agora só nas férias... Então, que tal a sorveteria da esquina ou o congelado da geladeira? Acho que só tem macarrão instantâneo... Não é a mesma coisa...
As dificuldades são maiores quando você está sozinho. Trilhar um caminho que você não tem certeza de como termina, é amedrontador. Tomar decisões nunca foi tão difícil para você. E são nessas escolhas que você parece ter a sua vida inteira em suas mãos.
Tem dias que você só quer ficar em baixo das cobertas, chorando ou escutando música. Tem dias que só muito chocolate, ou cerveja, pode curar esta sua ansiedade. Tem dias que você não quer estudar, alias você não quer fazer nada; mas amanhã tem uma prova terrível de cálculo... Tem dias que você sente falta de um namorado (a). Tem dias que o passado lhe assombra. Tem dias que você sente saudades. Tem dias que não há paciência, você está exausto e se acha no direito de explodir. Tem dias que você não agüenta a bagunça do seu colega de quarto. Tem dias que você não agüenta a irresponsabilidade do seu colega de faculdade. Tem dias que você não agüenta a sua própria bagunça e irresponsabilidade. Hora de desistir. Dar o braço a torcer, ligar para os pais e implorar: “Eu quero ir embora!”.
Daí aquela noite terrível passa, o amanhã chega junto com a luz do sol que reflete na janela; você está mais calmo e sente-se um fraco e incapacitado pelo drama da noite anterior. Tem vergonha ou até sorri. Ou então, você está mesmo destinado a desistir. Ou; a dor continua, mas você sabe que deve continuar. Hora de recomeçar.
Incríveis são os [re]começos dessa vida! Recordo-me da primeira bicicleta... O primeiro tombo... Hora de tentar novamente. Essa é a hora de secar as lágrimas que vieram com a dor do tombo, subir na bicicleta, pedalar, buscar o equilíbrio; até conseguir: o vento nos cabelos. Acho que posso voar.
Recorda o primeiro amor? Como foi difícil quando ele terminou com tudo, não é mesmo? Daí você seguiu sozinho e triste. Encontrou amigos que preencheram seu coração. Você viveu novas histórias... Amores de uma noite... Teve saudade... Olha! Encontrou um novo amor.
Justo você que achava que não iria conseguir; que se trancou no quarto para se esconder do mundo, que perdeu a fome, que perdeu horários, que viveu uma depressão horrível... Olha você! [Vivinho!]. Forte, cheio de saúde, conseguiu até sorrir quando eu escrevi sobre as jaquetas de couro...
Queria ver você sem um braço, paraplégico, cego. Queria ver você sofrendo com um câncer, uma doença sexualmente transmissível, o abandono dos pais, o padrasto que quer fazer sexo com você... Ótimo! Agora eu toquei na alma, né? Você viu o quanto você se faz de coitado, porque se colocou no lugar de cada uma das “opções”. Porque carregando algum desses fardos, você não passaria nem a metade das coisas que eu escrevi até aqui. Porque você não sobreviveria.
E quando você acha que essas pessoas são mais infelizes que você; Engana-se! Porque elas não querem ser como você. Elas querem ser apenas elas. (...) Entendeu agora o que você quer ser quando pensa em desistir? Você quer ser elas. Quer ter um motivo para ser triste.

Quer um conselho? Continue. Quer um desafio? Arrisque. Quer um mandamento? Não desista. Tá tudo errado? Recomeça!

Perdoe. Ame. Sorria. Abrace. Acredite!!! Aceite. Tenha força e fé. Ajude. Escreva. Encare. Renove-se. Ajuste-se. Permita-se... Entregue-se!

Porque uma hora os papéis se invertem. Hora de se tornar papai, ou mamãe. Sua vez de comprar e trocar as fraldas. Sua vez de escolher o canal que seu filho irá assistir. O leite está muito quente? Já é a hora de tirar a fralda e ensiná-lo a usar o banheiro?
A hora de dizer não. “Este menino tem que estudar, ele é muito novo para sair de casa; senão... se não ele viverá o que eu vivi.”. Hora de proteger. Tenho que ensinar tudo certo.
“Com quinze anos eu também achava que sabia o que era a vida...”. Acho que fiz tudo errado. Não era este o destino que eu queria para o meu filho.
Hora de envelhecer...

A vida é cheia de escolhas. Nenhuma decisão será fácil. – Chegará a hora em que as coisas não serão mais como você quer, e sim como elas devem ser. Aos poucos, vamos perdendo os nossos medos; Mas o próximo passo, será sempre um degrau falso. (...) O complicado é que a gente acha que nunca vai acontecer conosco. Você se acha preparado para tudo, mas não é. Quando é com os outros parece mais fácil, mais simples. Não é? – Aprenda a viver. Encare. Persista. Tenha paciência. Admita-se humano para errar. Reconheça como você é pequeno para pedir perdão. Suspire. Vai começar tudo de novo, outra vez. A vantagem, é que, a cada obstáculo nos tornamos mais fortes.

Vai dar tudo certo...


* * *

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terça-feira, maio 10, 2011

A.

Agora eu te entendo, Vinicius...

"Quem de dentro de si não sai, vai morrer sem amar ninguém..."

(Vinícius de Moraes)

E... lena. Teu nome não é Helena.

“Pois ainda acho um pouco de falta de maturidade de Helena. Terminaste comigo, com desculpas esfarrapadas. Helena nunca foi mulher de falar o que realmente sentia, ela se colocava na terceira pessoa, dizia-se confusa e pedia-me um tempo; Depois sumia. Mas não. Nunca. Ela nunca foi direto ao ponto. Nunca foi sincera como eu merecia que ela fosse. Helena parecia gostar de me maltratar e depois fazia carinha de triste, como um teatro perfeito. Eu morria de raiva, podia explodir e chamá-la de louca. Mas também nunca fui homem para falar-lhe todas as minhas dúvidas. Nunca fui homem para abrir-lhe o coração quando estive frente a frente, olhando-a olhos nos olhos. Fui mais sincero à meus amigos, que à Helena. Meus amigos entendem mais meu coração, que Helena. E veja só! Amo-a mais que meus amigos. (...) É que tenho medo, medo de magoá-la, ou medo de assustá-la. Ou, ainda, e o pior de todos: medo de decepcioná-la. De não ser aquilo que Helena quer. De não ser o bastante. De não preenchê-la. De não a satisfazê-la. – E a única vez, a única vez que disse à ela que tinha medo de não satisfazê-la, ela levou inteiramente para o lado do sexo. E, talvez, talvez eu tivesse uma certa insegurança de não satisfazê-la sexualmente e, Helena deveria entender minhas razões. Mas este era um medo em geral, tinha medo de faltar-lhe em tudo. Tudo! Queria ser perfeito para Helena. Queria que as pessoas notassem que eu era perfeito para ela. E todas as vezes que me contive, para poder ser perfeito; Eu a perdi um pouco mais. Contive meus medos, meu amor, minha entrega. Contive porque sempre achei Helena demais para mim. Ela era forte, destemida, inteligente, individualista, segura; E eu, eu era somente um poeta. Um poeta que tinha imenso prazer em amá-la, mas que morria de medo de perdê-la. Helena era as minhas forças. O meu minutinho de felicidade. Helena era a inspiração para cada verso que, outras pessoas, lendo-os souberam suspirar e entender os meus sentimentos. Helena era a minha virtude, o meu prêmio, a minha razão. E eu tinha um medo exagerado de mostrar isto à ela. Tinha medo de entregar todo o meu amor, porque Helena parecia não me amar. Porque eu me sentia uma pedra no sapato de Helena, todas as vezes que, ela virava para mim e dizia: “Eu não posso me apaixonar; Não agora!”. Porque eu me sentia errado, todas as vezes que ela dizia: “Cansei de fugir deste sentimento”. Então ela fugia! Então ela não queria... Então, Helena era tão covarde quanto eu e aquilo não daria certo.
E, não deu. Deu tudo errado. Helena terminou comigo. Rompeu. Pois um fim. Um “fim” silencioso. Um "fim" calado. Um "fim" que nunca existiu. Pediu-me um tempo. Mas nunca soube encarar-me e dizer-me: “Acabou. Adeus. Não quero mais”. Helena nunca foi mulher para isto. Fiquei sabendo do "fim" por meus amigos; Senti-me um bobo por todo o tempo que achei que era apenas "um tempo". – Helena, nem mesmo teve a dignidade de me escrever e me explicar, acabar com a minha raiva, pedir-me desculpas. Mesmo que seguíssemos separados, eu tinha o direito de uma explicação. Mas uma explicação séria, sem bobeiras filosóficas, nada de terceiras pessoas. Acho mais digno à quem ama, levar um “Não. Eu não quero mais!”, do que um “A vida é mais do que isto, estou confusa, o sentimento nunca é igual – um sempre ama mais que o outro”. Covarde! Helena, tu eras tão covarde quanto eu! Helena, tu acabaste comigo lentamente, mas não com a tua mentira, nem com as tuas traições – tu acabaste comigo com a tua falta de coragem.
Pois é bem isto. Lembras-te, Helena, quando nos conhecemos? O quanto xingávamos as pessoas desta cidade, porque elas eram covardes? Porque elas diziam uma coisa, e faziam outra? Porque elas queriam estar sempre certas e não eram sinceras consigo mesmas... Pois bem, [nós] agimos como elas. Fomos piores que elas, porque conhecíamos o nosso próprio erro. Somos dois covardes!, e eu me odeio todas as vezes que penso nisto. Porque até onde me lembro, éramos duas pessoas incríveis, cheias de vida, talentosas e que sabiam o quão simples era a felicidade. (...) 
Helena, eu espero até hoje algum sinal. Qualquer sinal. Qualquer explicação; e eu entenderia qualquer motivo para o fim, desde que este motivo fosse verdadeiro. Chega de mentiras e cautelas. Sejamos sinceros.
Eu lhe vejo seguir a tua vida e acho isto bonito, embora ainda cause-me algum ciúme. E sigo meus dias normalmente, esforçando-me para que as pessoas pensem que eu não lhe sinto a falta e que, está tudo bem entre nós dois; Que ficou um laço de amizade, como dois adultos que deveríamos ser.
Pois não. Acho uma grande falta de maturidade, Helena. Me evitas como se não me conhecesses. – Não me queres? Tudo bem. Eu entendo. Mas não precisamos ficar fazendo isto um com o outro. Eu queria saber-lhe sobre a tua vida, como estás, como anda. Sabes que, não importa o que aconteça, eu sempre lhe desejarei o melhor. Porque lhe amo, porque lhe quero bem. Só acho uma infantilidade este silêncio; Este medo que me parece medo que tu tens de me dar esperanças... Achas mesmo que todas as vezes que tentei algum contato era porque eu queria que fosses minha namorada outra vez? Não, Helena. Eu não crio mais esperanças. Eu não sou tão bobo. Não nasci ontem. Também não vou morrer de tristezas, não sou tão sentimental assim. Eu só queria poder agir como um adulto, fazer valer à pena tudo o que passamos juntos com uma boa amizade; “amizade” mesmo que entre aspas, mesmo que distante. Queria poder olhar-lhe na rua e abanar a mão em tom de comprimento; E, não queria este medo de ser evitado.
Tu ages como uma criança emburrada neste silêncio.
Sei que, sempre fui um covarde por não declarar-lhe verdadeiramente as minhas inseguranças, lamentos e o meu amor. Mas eu tentava ser perfeito! Helena, eu sempre deixei meus braços abertos e expostos para que tu te aproximaste e te aconchegaste ao meu corpo. Eu sempre estive ali, jorrando amores para que tu me amasses.
Não sei reclamar dos teus erros, nem das tuas traições. Eu soube perdoar tudo aquilo. Só sei que o fim que tu deste, não foi digno. Sei que, vou amar-lhe para sempre, mesmo que outra pessoa leve o coração deste humilde poeta. Sei que, sigo minha vida, e que os [re]encontros nos pertencem. Mas, Helena... Helena... Teu nome não é Helena! Mas sejas feliz. Ficas bem. Não perde o sorriso, nem a tua força. Luta por teus objetivos. Enche-te de mais sonhos. Enriquece, cada dia mais, a pessoa maravilhosa que tu és. E, se um dia, puderes amar de verdade; Lembras-te do que fizeste comigo, e não faz de novo.

Eu aprendi o caminho.
O amor é fácil, Helena. Entregue-se!

Pois eu, ah!, eu... Eu, acho, que vou em busca de novas palavras doces.” – escreveu o poeta.

Ao menino.

Tu me disseste que sou extremamente complexa. Falou-me em tom de elogio que sou inconstante. Pediu-me um Manual de Instruções. (...)

Serei sincera, com algumas demolengas; Por isso [concentre-se].

Não é porque meu coração foi partido, que terei algum medo de lhe amar. Não. Acho que o medo de amar não existe. Para mim, isto é desculpa para a falta de amor. Eu, – Eu sou entrega. Não gosto de metades, sou viciada em extremos. Acostume-se!
Prometo chegar devagar. Não quero causar grandes transformações em tua vida; Não agora; Nada de, “de repentes”; Quero que seja natural. Mas também não pretendo planejar esta naturalidade. Quero que se for para acontecer, aconteça; simplesmente. – Irei me entregar, e não conte com “limites”. Há muito tempo perdi noção do que são regras. Não gosto de jogos de conquistas; se você for gostar de mim, irá gostar do jeito que eu sou. Não irei hesitar em te ligar, se me apetecer conversar. Não irei hesitar mandar uma mensagem, se me apetecer lhe deixar um carinho. Não irei hesitar beijos e desculpas, se eu lhe desejar o corpo. Minha pele sempre falou mais alto que o orgulho. Nunca fui projeto de nada, sou apenas ser-humano. 
Contas sempre com o meu perdão, mas não te esqueças do meu cansaço. Contas sempre com o meu amor, mas não te esqueças que sei mentir. Contas sempre com a minha verdade, mas não te esqueças: – sei manipular. Contas sempre com o meu respeito, mas não o falte. Contas com a minha discrição, mas não contas com o meu silêncio. Contas com a minha paciência, mas saiba que em algum momento irei explodir de raiva. Contas com a minha cumplicidade, mas não te esqueças de me dar espaço. Contas com o meu caráter, mas não te esqueças do meu cansaço. Contas com o meu sorriso, mas se, por acaso, não lhe sorrir; Preocupe-se!, há algo de errado.
Se eu permanecer em silêncio por muito tempo; cuidado!, isto é sinal de que não está tudo bem.
Se eu lhe disser: “não”, – insista! A minha primeira atitude é sempre negativa.
Se eu não quiser falar qual é o problema, apenas me abrace.
E me abrace sempre. Abrace forte. Como se tu estivesses me protegendo, como se tu quisesses me prender; Abrace-me, para arrancar-me o fôlego.
Implique comigo. Duvide de mim. Diga-me mais “não” do que “sim”. Mas faça tudo pelo teu modo, por tuas vontades; Faça o que [tu] desejas. Não aturo teatros e mentiras. Quero sempre acreditar que és aquilo que está em minha frente. Quero ter a certeza das tuas vontades, e de que tuas ações são sinceras.
Desafia-me! Não me deixas entrar na rotina. Coloque uma música, traga-me um bombom, chama-me para assistir um filme. Derruba-me da escada! Literalmente, se for preciso.
Tenha bom humor. Tenha paciência. 
Preste atenção nas entrelinhas, e se achar necessário; Joga-me contra a parede e exija que eu seja mais clara.
Não deixa eu ficar guardando mágoas, pois uma hora eu as jogo fora, – e eu nunca soube direito como jogá-las sem tocar em alguém. 
Não irei ficar cobrando explicações, então se explique sozinho; Se eu lhe sorrir ao final das tuas explicações, alegre-se!, tu me convences-te; Mas se eu lhe perdoar sem muitas euforias, mesmo que concorde em reatar, tome cuidado!, eu ainda estou desconfiada.
Fui criada com três regras primordiais: Respeito, Perdão e Amor. Então, irei lhe respeitar sempre. Irei lhe perdoar sempre. Irei lhe amar sempre. Irei sempre me esforçar para que tudo dê certo. Mas sou ser-humana, tem horas que a minha educação é esquecida; eu canso, e vou-me embora. Sou determinada e persistente até o ponto em que eu posso agüentar; depois eu desisto, me nego, coloco um fim.
A conquista é simples, difícil é manter o encanto. Difícil é conviver, difícil é mostrar os defeitos, difícil é dar o braço a torcer.

Talvez, bem talvez. Eu possa ser tudo aquilo que me disseste ontem à noite: Sincera, mas covarde; Honesta, mas insegura; Cheia de esperança, mas desconfiada; Exagerada, mas cautelosa; Dramática, mas realista. Realista, mas sonhadora. Um meio-termo de defeitos, um meio-termo de qualidades.
Talvez eu minta para agradar. Talvez eu leve desaforos para casa e os enterre no jardim secreto. Talvez eu tenha alguns mistérios, alguns segredos; Ou talvez... Eu só tenha medos.

Mas o meu medo, não é medo de amar. Meu medo é que [tu] não me ames. Notas a diferença?

Vou me entregar, e isto será fácil; Natural. Mas dentro de mim, algo, sempre cobrará a tua entrega recíproca. E se eu senti-la fraca, irei me afastar. (...)

Só estou no caminho, meu querido. E, às vezes, desejo a tu companhia neste caminho. Acho que ainda não é a hora de te segurar as mãos, mas a tua presença já me satisfaz.
Se tu ainda não te sentes em minhas palavras, espera até que eu possa lhe mostrar tudo o que escrevo no silêncio de meu quarto. Aquilo que guardo só para mim; dentro de mim, ou numa folha de papel...
Se tu tens medo que meu passado me assombre, ótimo!, partilhamos do mesmo medo. Mas se tu querias uma brecha para eu olhasse para frente; Ganhaste! Meus olhos estão abertos, faça-me enxergar.

Conquista-me, menino. Mas conquista-me assim, como tu já és. Não tente ser nada, não te cobres muito. Eu sou simples. Sou como você ou como qualquer outra pessoa. [Não há nada de especial em mim], lembre-se sempre disto. Então, já diria a minha avó: "Somos todos iguais. Não há nada demais. Por isso, faça aquilo que tu farias contigo mesmo. Coloque-se no lugar de quem tu amas. As relações se solidificam assim". Não há um motivo certo para o Amor, deixe-o brotar e tu verás como ele é lindo e real.

Ah! E eu me contradigo. Sou mesmo momentânea. Mas todos nós somos... Pois da vida, só entendo uma única coisa: ela é feita de momentos; Momentos curtos. Aprenda a lidar com eles. Como já citou Vinicius de Moraes: “O sofrimento é o intervalo entre duas felicidades”. Não te desesperes! 

*  *  *

P.S.: Minha flor preferida é a Rosa Vermelha.

segunda-feira, abril 25, 2011

Yes, [we] can!

Tem um coração batendo desordenadamente dentro de meu peito. E eu quero jogá-lo fora todas as vezes que ele me deixa assim: enfraquecida. Numa espécie de êxtase quase mortal, quando – o coração – é senão um órgão primordial. (...) Eu não sei. Não sentia vontade alguma de qualquer contato até aquele momento. O momento em que meus dedos tocaram o telemóvel e automaticamente, quase involuntariamente, discaram o teu número. A primeira vez que a ligação chamou, meus olhos se fecharam, desliguei. Cravei minhas mãos sobre o banco onde eu me encontrava sentada, lado-a-lado de meu corpo, formando uma cadeia: mão, perna, perna, mão. Abaixei a cabeça, suspirei, permaneci num devaneio de minutos longos. Até que meus dedos se prestaram à uma nova tentativa: a mão pegou o telemóvel novamente, e os dedos discaram o teu número. Chamou, tu atendeste. Eu perdi a voz. Qualquer ensaio feito nos minutos de devaneios, para um diálogo perfeito, quase entre amigos, – tornou-se o esquecimento mais rápido de minha vida. “Covarde!” eu mesma me julgava, dizia, repetia, lamentava. Era a chance de lhe falar aquilo que venho tentando guardar por tantos meses. Era a chance de lhe ver mais uma vez... E eu, sentindo que não era o momento. Desliguei o telemóvel rapidamente. Cravando os dentes sobre os lábios. Devorando a beleza dos meus sonhos num medo cruel.
Eu não sei tudo o que eu quero, mas eu sei que eu não quero isto. Não quero apagar-lhe da memória, porque todos me mandam fazer o certo. Se isto é um erro, eu quero errar. – Não quero manter-lhe distante o suficiente para lhe esquecer. Nem quero que o mesmo aconteça à você, já tendo me esquecido ou não. – Quero lembrar-lhe de que quando seu corpo sentir-se fraco, eu estarei aqui para que tu possas se firmar em mim. Quero lembrar-lhe de que eu era a menina que lhe escrevia sobre o amor e lhe enchia de esperança. Quero me lembrar de que o único sentimento que eu tinha por ti, era o de “seja feliz, ficas bem”. Não quero este ódio e esta mágoa, nem este medo do futuro. Quero arriscar. (...) E não sei por quanto tempo irei querer.
As pessoas têm um sério problema de separar o “querer” e o “poder”, o “certo” e o “errado”. Quando eles andam juntos. – Elas costumam querer assim: Eu quero aquilo, mas perante a situação e o que a sociedade acha, – eu não posso. Acham que o querer e o poder é algo social, quando é totalmente individual. E não falo sobre o egoísmo. O egoísmo é diferente do individualismo. (...) Quando é simples: Eu quero aquilo e Eu – posso aquilo. Se o que eu quero é certo, ótimo! Se o que eu quero é errado... – nem tudo na vida é certo. (...) Aqueles que tentam perante ao que os outros acham certo, permanecem sentados. Propriamente dito, permanecem na infelicidade do fracasso. – Já aqueles que querem e correm atrás para conseguir aquilo que eles próprios sonharam e desejaram – estes – caminham. São os chamados: “filhos do sucesso”.
Eu estou aprendendo a querer e poder aquilo que minh’alma pede. Aquilo que realmente me satisfaz, isto – sem a opinião dos outros que, de fato – não fornecerá e nem me levará até a minha felicidade.
Talvez, naquele momento, eu só queria ouvir a tua voz. Recordar o timbre. Fazer sorrir os ouvidos com o som da tua risada. (...) Mas eu me senti sem espaço. Às vezes acho que você me esqueceu. Enquanto eu fico aqui, querendo...

Volta e dá qualquer resposta para este coração: Sim. Não. Tanto faz. Só o acalma, por favor! – Volta e diz se eu posso querer você. Porque quando queremos algo que se move, o objetivo tem força diante da conquista.
Volta e adoça meu coração com a tua ternura. Passa as tuas mãos pelo meu corpo, cobre-me do teu amor momentâneo, e sorri para mim. Volta e devolve-me alguns minutos de paz. Volta, que eu prometo desarmar minhas barreiras e fornecer-lhe um espaço único, – Onde amor, não irá lhe faltar nunca mais.

* * *

Eu quero, então Eu posso.

* * *

Individualista: 01. Pessoa que pensa só nos seus interesses. 02. Anda sozinho.
Egoísta: 01. Apego excessivo a si mesmo, em detrimento dos interesses alheios. 02. Aquele que quer tudo para si.

quarta-feira, abril 20, 2011

E.

SONETO DE FIDELIDADE
Vinicius de Moraes

De tudo ao meu amor serei atento.
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto.
Que mesmo em face do maior encanto,
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento,
E em seu louvor hei de espalhar meu canto.
E rir meu riso e derramar meu pranto,
Ao seu pesar ou seu contentamento.

E assim, quando mais tarde me procure,
Quem sabe a morte, angústia de quem vive.
Quem sabe a solidão, fim de quem ama.

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama.
Mas que seja infinito enquanto dure.

Back in the summer.

Tu já foste presenteado com uma pedra falsa que brilha? Acho que eu já. E sinto falta desta pedra sem valor. (...)

Sinto falta das cores que foram arrancadas do arco-íris; Pois há alguns meses ele tinha cores tão lindas que meus olhos enchiam d’água de felicidade. Falta me faz o cheiro que a vida tinha; Era suave e havia um refrescar natural e único quando o ar entrava e saía pelos pulmões. Sinto-me triste todas as vezes que me pego a recordar o toque da música; A melodia era tão eficaz que a letra da canção entrava pelos ouvidos e se guardava intacta no coração. Ainda fecho os olhos em nostalgia todas as vezes que a imagem do passado me vem; Pois toda a pureza e a alegria parecem que me foram tiradas. (...) Ah! Bonita... Como era linda a época em que as flores mais lindas pertenciam aos meus olhos, – E não falo da primavera. O calor daqueles dias era algo como o verão.
Era assim que eu me sentia: apaixonada. E eu queria ter aproveitado cada minuto dos tempos felizes. Não que eu não seja mais feliz, mas a felicidade me era tão pura naqueles dias – que, ali sim eu pude almejar sonhos. E construí tantos! Sonhos e sonhos. Noite e dia, – eu sonhava... Sonhava tanto que o mundo estava em minhas mãos. Poderia até sacudir um pouco para agüentar-lhe o peso, mas o mundo era meu e meus braços podiam abraçá-lo. Abraçá-lo tão fortemente que eu esperava nunca deixá-lo ir... Porque era meu. Como um todo: o mundo me pertencia de tal forma que eu me sentia grande. Grande ao tamanho de Deus para agradecer todos os dias pela beleza daquela vida. Grande ao tamanho de Deus para sentir-me intima Dele e falar-Lhe que poderia dar conta do recado. Grande ao tamanho de Deus para sentir-me forte o suficiente quando, de repente, o mundo desabou. Caiu de minhas mãos; – Sem que meus braços pudessem puxá-lo novamente. Era isto: Deus mostrou-me que eu era pequena e que o mundo era tão grande que não poderia ter um dono.
Deus não é ruim. Deus só queria que eu aprendesse novamente aquilo que eu já sabia: O amor é puro e livre. O amor é lindo e sereno. O amor é tão bonito que qualquer coisa comparada à ele, torna-se apenas “qualquer coisa”. O amor é definitivamente... amor! Tão amor que eu não poderia enganá-lo. E nem conquistá-lo de qualquer forma ou à qualquer custo. Tão amor que ele não tem data, nem hora, nem significado. O amor é tão amor que, ele vem. Na hora certa, no dia certo, – com e pela pessoa que pode lhe amar.
E eu ainda não descobri se era realmente possível, mas eu inventei uma forma de amor. Amor daqueles lindos, sabe? Amor de novela. Drama mexicano mesmo! Com direito a “quase tapas e quase choros”, aqueles gritos e gemidos de raiva, e carinhas tristes de solidão e saudade... Eu tinha uma história linda de amor. Com o mundo em minhas mãos. E eu não sei em qual parte, ou em qual final – eu errei. Às vezes acho, com certa certeza que, o erro foi o início. Amor este que não me arrependo, mas que poderia ter passado a vida sem tê-lo. Amor que começou errado, terminou sem um fim.
O “fim” é qualquer palavrinha de três letras que junto à “saudade” torna-se um sentimento triste. Poetas são tristes. Eu talvez devesse abster-me das palavras para poder ser feliz. Ou compor uma música ao meu passado de forma tão verdadeira que ele voltará à mim como sempre foi. E seria lindo: O Recomeço. O recomeço seria algo tão belo que, descrevê-lo seria impossível.
Mas a canção deveria ser dignamente linda. Tão linda que pudesse descrever cada sentimento que guardei ao longo dos meses que se passaram desde aquele verão.
A canção iria ser tão longa, de melodia tão alternada, com tanta mistura que – o mundo se perderia ao ouvi-la. Mas ele saberia: A voz que a cantaria seria uma voz única. A voz do coração.
Eu pegaria partituras de cada música que embalou meu verão, e juntaria a minha composição. Ainda enfeitaria com milhares de palavras doces; E o final seria brilhante.
Coisa de filme!
Arabescos coloridos enfeitariam as pedras falsas que juntei ao longo do caminho. Ali, naquele momento, elas se tornariam reais.
O meu castelo seria construído em cima de algo móvel. Próprio ao movimento. Para que eu pudesse levá-lo junto ao futuro.
As estrelas brilhariam. Novamente.
O mundo voltaria a ser meu. Mas não meu. Agora, ele seria apenas digno do meu: O meu amor.
Amor aquele de verdade: Amor! Assim, pontuado na exclamação. Verdadeiro e, forte o suficiente para recomeçar das cinzas que a saudade deixou. (...)

* * *

O mundo tem nome.
Espero um dia poder escrevê-lo sem medo.
Escrevê-lo sem tê-lo de chamá-lo por "mundo, amado ou querido".
Sem pseudonomes.

O nome mais lindo habitaria minhas palavras.
O verão voltaria, devolvendo a felicidade eterna.